ARTISTAS POA

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Maria Isabel Silva

 


 
 


Fotografia – Sandra Rey

Internada no hospital em 1963, passa a freqüentar a Oficina de Criatividade ainda no ano de 1989, quando o espaço, que ficava dentro de uma área de moradia, chamava-se Oficina de Artes. Maria circula entre o abstrato e o figurativo, transforma matérias, transgride, desconstrói e reconstrói, ela rasga e cola, busca do lixo, por exemplo, papel, que faz renascer em forma de moldura. Para Maria não existem empecilhos, sua busca pelo que deseja vai por inúmeros caminhos. Ela usa vários materiais, mas tem predileção pelo giz de cera. Embora não fale, utiliza-se dos gestos, das mímicas, do próprio desenho quando quer se comunicar. Nesses casos, o desenho funciona quase como uma carta enigmática, da qual é preciso entender a potencialidade de simbolização. Na costura destrói roupas já usadas e as transforma em outras composições muito diferentes. Tal é quando, de uma touca de tricô fez uma sacola. Embora se observe sua predileção pelo desenho, ao lidar com outros materiais, sua linguagem plástica de adapta a nova realidade. De tempos em tempos, através de gestos, pede uma exposição de artes, fora do hospital, para mostrar o que tem produzido.

trecho de texto cedido pelo Hospital São Pedro